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  • “O Fórum Mulher me ensinou a ser uma líder, eu me sinto uma líder”. Este é o sentimento de Catarina Gaspar, natural de Nampula e activista a mais de 10 anos.

    Catarina beneficiou de acções formativas, palestras e conferências organizadas pelo Fórum Mulher. A mulher de 43 anos entrou no activismo através da sua mãe, membra da associação AMR de Nampula, organização que também é membro do Fórum Mulher. As acções formativas do Fórum Mulher geraram mudanças que até hoje Catrina se lembra. (mais…)

  • Albertina Artur Luís é uma das beneficiárias das capacitações do Fórum Mulher no distrito de Mocuba, província da Zambézia. As formações pelas quais Albertina passou geraram grandes mudanças na sua vida e hoje considera-se uma mulher empoderada. “Estas formações ajudaram- me a ser emancipada, senti-me empoderada porque, para mim, empoderamento não é dar dinheiro.  O conhecimento é o principal poder que o ser humano devia possuir; melhorei a capacidade da minha gestão humana; percebi que estava sob uma grave situação de violência, então decidi separar-me para conseguir continuar a viver, ter saúde, vida e estudar e, graças a Deus consegui licenciar-me me Administração Pública e ter dois pedaços de terra”, explica.

    Albertina é uma mulher de 49 anos que entrou no mundo do activismo em 1997 através da Associação Amudza, associação das mulheres domésticas da Zambézia e desde então nunca mais parou. Depois de um tempo na Amudza foi convidada a ser tesoureira desta associação. Enquanto colaborava com a Amudza, recebeu um convite para participar numa formação do Fórum Mulher e conta como esta foi marcante. “ Fui chamada para participar  numa formação do Fórum Mulher sobre género em 2003, em Maputo, onde conheci a Graca Samo e a Cristina Monteiro. Nesta formação fui em nome do Fórum das rádios Comunitárias, Forcom, e foi a minha primeira formação e uma das que mais me marcou. Outra formação que me marcou foi sobre os Direitos Humanos da Criança. Marcaram-me porque já fui grande vítima de violência a todos os níveis, desde a infância até á fase adulta. Então quando se está na abordagem sobre género, a violência não fica de fora. Eu já passei por estes aspectos e ouvir estas formações era integralmente a minha situação que estava a ser revelada e deduzi que tudo aquilo que eu estava a passar foi por falta de informação”, conta.

    Mas as formações trouxeram para a vida de Albertina novas percepções da realidade em que vivia e esta tomou a decisão de se separar. Depois de perceber a forma como vivia, o ciclo de violência a que se sujeitava, Albertina decidiu usar o conhecimento que adquiriu para gerar mudanças na sua comunidade e ajudar outras mulheres. “O grande fruto dessas formações é a associação de mulheres para a promoção de Direitos humanos e combate às fistulas, AMUDHF.

    Eu comecei por juntar companheiras e fazer perceber o que éramos nós mulheres e o que precisamos. Em primeiro lugar contagiei a vontade de estudar. Singularmente quando encontro uma pessoa vulnerável explico o que passei e incentivo-a a ir à escola, quando me falam de custos explico como é que eu fazia e digo como consegui recurso. Foi com base nos bordados, eu bordava e vendia e aprendi a fazer uma poupança e assim vai.

    A Amudhf é membro do Nafeza que é também membro do FM. “Nós fazemos sensibilização através das mensagens que aprendemos nas capacitações. Durante essas sensibilizações nós deparamos com casos e ajudamos a fazer o devido encaminhamento. No ano passado conseguimos atingir 167 mulheres vítimas de fístula, das quais 84 foram curadas, no distrito de Mocuba e Lugela. Este ano já atingimos 60 mulheres ainda à espera da campanha para fazer a cirurgia e conseguimos resolver, pelo menos, 54 casos de violência a todos os níveis”, acrescenta.

     

  • A minha historia de vida e atípica. Vivo com o meu marido e ele é muito violento comigo. Sofro violência física e psicológica.

  • Sou uma mulher jovem, de uma família praticante do islamismo. Estudei na universidade de Oxford, fiz física nuclear. Tive um convite da minha universidade para dar aulas e ser pesquisadora do instituto de física nuclear. Quando me formei, voltei para casa com essa noticia. A minha família gostou de saber que me formei com destaque mas não me permitiram regressar a Oxford para continuar o meu sonho. Afinal, eu já estava prometida para casamento com um jovem de uma família de comerciantes, do Paquistão, que recebeu a minha foto a 2 anos atraz e acertou o casamento com a minha família.

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