Fórum Mulher promove reflexão sobre resiliência climática, ecofeminismo e agroecologia
O Fórum Mulher realizou, no dia 14 de Agosto de 2026, em Maputo, uma mesa-redonda sobre Resiliência Climática, Ecofeminismo e Agroecologia, sob o lema “Mulheres e Alterações Climáticas: Promovendo Alternativas Feministas para Fortalecer a Resiliência das Mulheres em Tempos de Crise Climática”. O encontro reuniu mais de 40 mulheres, entre representantes de organizações de camponesas e organizações membros do Fórum Mulher.
A mesa-redonda constituiu um espaço de diálogo e partilha de experiências sobre os impactos das alterações climáticas nas comunidades e, particularmente, na vida e no trabalho das mulheres camponesas. As participantes partilharam experiências vividas nos distritos de Matutuíne, Moamba, Manhiça, Magude e Marracuene, destacando os efeitos das inundações e secas na produção agrícola, no acesso à água, nos meios de subsistência e na segurança alimentar das comunidades.
As participantes destacaram a necessidade de uma maior intervenção do Governo na prevenção e resposta aos desastres climáticos, bem como a criação de mecanismos de apoio de longo prazo às famílias e comunidades afectadas.
As discussões reforçaram ainda a importância de garantir a participação efectiva das mulheres nos processos de tomada de decisão sobre as questões climáticas, valorizar os conhecimentos e práticas locais e fortalecer a advocacia feminista para a construção e implementação de políticas públicas climáticas sensíveis ao género.
Durante as discussões, a agroecologia foi destacada como uma alternativa feminista para fortalecer a resiliência das comunidades e promover formas de produção mais sustentáveis. Entre as práticas partilhadas estiveram a preservação de sementes nativas, a rotação de culturas, o agroflorestamento e a utilização de compostos orgânicos para a fertilização e recuperação dos solos.
A reflexão reafirmou que as mulheres não devem ser vistas apenas como vítimas das alterações climáticas, mas também como sujeitas de mudança, detentoras de conhecimentos e protagonistas na construção de alternativas para comunidades mais resilientes e sustentáveis.





