Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher
Hoje é um dia de dupla urgência para Moçambique. Assinalamos o Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher e, simultaneamente, o Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna. Duas datas, uma única exigência: dignidade e direito à vida para todas as mulheres e raparigas.
A nossa realidade exige ações imediatas, não apenas discursos. Os dados que partilhamos hoje são um alerta vermelho para o país:
- 48% das raparigas casam-se antes dos 18 anos.
- 24% das mortes maternas no país ocorrem entre adolescentes e jovens dos 15 aos 19 anos.
Existe um vínculo direto e cruel entre o casamento prematuro, a gravidez precoce e a perda de vidas. O corpo de uma menina não está pronto para a maternidade. Quando falhamos em protegê-las, o preço que pagamos é a vida delas.
Nenhuma mulher ou rapariga deve morrer para dar à luz. A mortalidade materna é, na sua maioria, evitável. Exigimos serviços de saúde pública de qualidade, humanizados, com acesso real ao planeamento familiar e sem barreiras para as comunidades mais vulneráveis.
Gerar uma vida não pode significar perder a própria vida. Romper o silêncio é o primeiro passo para salvar vidas!





