“Se o salário do patrão subiu só 260 imagina da empregada doméstica?”

 

Este é o questionamento que levou varias mulheres, jovens e raparigas, a uma marcha, em defesa das trabalhadoras domesticas, na manhã de ontem, 1 de Maio, em Maputo. A marcha coordenada pelo Fórum Mulher enquadra-se nas comemorações do dia internacional do trabalhador.

Varias mensagens de repudio foram levantadas visando defender as trabalhadoras domesticas uma vez que o seu trabalho não esta regulamentado na lei do trabalho. Neste instrumento o governo definiu o salário mínimo para cada sector porém, não este previsto nele, o sector ao qual esta classe deve pertencer muito menos o salário mínimo para as grandes ajudantes de muitas famílias moçambicanas. O salário a ser pago a uma trabalhadora domestica ainda depende da boa vontade do patronato, o que é uma grande fragilidade para elas.

A maternidade das trabalhadoras domésticas também não tem nenhum tratamento neste instrumento. Muitas são obrigadas a interromper o seu trabalho, sem nenhuma remuneração sempre que estiver gravida.

A crise de água também foi trazida nas reivindicações do dia do trabalhador visto que também tem contribuído piorar a situação das mulheres domésticas

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