1ª Assembleia Nacional das Mulheres “Sobre o processo eleitoral”

O Grupo de Mulheres de Partilha de Ideias de Sofala (GMPIS) e o grupo das mulheres da Marcha Mundial das Mulheres na Região Centro de Moçambique, Manica, Tete, em parceria com o Parlamento Juvenil e o Fórum Mulher realizam a 1ª Assembleia das Mulheres. Trata-se de um evento que  visa influenciar as mulheres a participarem de forma activa, vibrante e tolerante nos processos eleitorais,  dota-las  de capacidades para influenciar a participação das mesmas no processo de tomada de decisão e monitoria da governação.

O GMPIS é um movimento que luta pela transformação das relaç

ões de género, patriarcais e machistas que fomentam descriminação entre homens e mulheres. Conta com cerca de 30 membros, colaboradores de varias associações femininas da província de Sofala e é  parte do Movimento das Mulheres pelos Direitos Humanos da Região Cento (Manica, Sofala e Tete),  e da Marcha Mundial das Mulheres, com o Fórum Mulher ( Nafete- Núcleo das associações Femininas de Tete, Nafeza – Núcleo das Associações femininas da Zambézia, LeMusica de Manica),   O parlamento Juvenil, o  Comités de Gestão de Recursos Naturais de Nhangau e Canhandula( Dondo), de  Maringue, O Consorsio CAM em Caia (mulheres de Partilha de Ideias), a Hikone Moçambique, Horizonte Azul, As Uniões Distritais de Camponeses de  Chiringoma, Dondo, Buzi.

Contexto da Assembleia

  1. A transformação das relações de género patriarcais e machistas, é um dos desafios dos moçambicanos e do governo para o desenvolvimento do pais e o cumprimento das legislações internacionais assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, A Convecção para Eliminação de Todas as formas de Descriminação exercidas contra a mulher ( CEDAW), A plataforma  de Beijing,  A Carta Africana para Direitos dos Povos, O Protocolo de Género  da  SADC e outros instrumentos, Politicas , Planos Estratégias adaptadas pelo governos de Moçambique para dinamizar as varias iniciativas  .

 

  1. Segundo as estatísticas a maioria da população eleitoral é constituída por mulheres e os resultados da participação no voto dos últimos anos indicam para um aumento de participação das mulheres para votar e na mobilização para voto, mas segundo a Wlsa Moçambique, a maioria das mulheres exerce um voto não consciente, devido ao fraco conhecimento sobre os seus direitos e deveres.

 

  1. Moçambique apresenta relativamente grandes proporções de mulheres em altos postos de tomada de decisão: mulheres ocupam quase 40 % dos lugares na Assembleia da República.

 

  1. Pela relevância das questões patriarcais, que inferiorizam a mulher e influenciam para que a própria mulher se considere incapaz de ocupar um lugar de liderança, e também que outras mulheres não indiquem e nem apoiem a candidatura de uma mulher, para postos de Governação e de tomada de decisões.

 

  1. O encontro da elaboração do manifesto politica Autárquico realizado na cidade da Beira em Agosto de 2017 orientado pelo Fórum Mulher, estiveram presentes mulheres representando a sociedade civil, e de todos partidos políticos, nomeadamente a Renamo, MDM e Frelimo.

 

Foi anotada a preocupação das mulheres dos partidos políticos de não terem voz e espaço dentro de seus partidos de argumentar a favor de uma agenda concreta que responda aos problemas específicos das mulheres e de certa forma sofrerem a exclusão resultante de questões relações de género machistas e patriarcais.

 

  1. Face a preparação das eleições autárquicas e a consequente da aprovação da lei sobre os processos eleitorais as mulheres estão a notar que a maioria dos candidatos para os municípios são homens

( cabeças de listas são homens).

 

Embora as mulheres percebam que este comboio inclusão das mulheres, como cabeça de listas, esta perdida, sente que sua contribuição no processo é relevante porque os eleitos terão que decidir sobre a vida das mulheres. Por isso as mulheres, querem se encontrar para contribuírem no processo e no exercício de um voto consciente.

 

Com esta assembleia, as mulheres pretendem fortalecer a abordagem para o exercício do voto consciente, nas eleições:

  • As mulheres vão refletir mais uma vez sobre como as mulheres estão a perceber sobre o processo das eleições e tecer suas contribuições:
  • Vai reforçar a pertença do manifesto político das mulheres nas eleições autárquicas, produzido na cidade da Beira em 2017, com a presença de representantes de mulheres de todo pais e dos partidos políticos (MDM, Renamo e Frelimo).
  • Vai construir mensagens e falas das mulheres para melhorar a participação e voto consciente nas eleições.
  • Vai produzir uma declaração da 1ª Assembleia das mulheres para as eleições que será partilhada com o Parlamento.

 

As Mulheres Unidas o Patriarcado vai cair

Mexeu com uma, Mexeu com todas

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